Dicas Para Receber o Seu Tareco no Seu Novo Lar

Dicas para receber o seu Tareco no seu novo lar

Gatinhos Bebés e Adultos

 

O Primeiro Ano do seu Gatinho

Principais Conselhos para o Adotante

  • IDENTIFICAÇÃO
    • O microchip é um elemento imprescindível para proteger o gatinho. É do tamanho de um grão de arroz e situa-se do lado esquerdo do pescoço. Pode colocar-se a partir do mês e meio ou dois meses de idade e a sua colocação não causa dor.
    • Para que serve o microchip? Para demonstrar legalmente quem é o proprietário/adotante do animal e para que, se o animal de estimação se perder, tanto os médicos-veterinários como as autoridades possam aceder aos seus dados e encontrar facilmente o proprietário/adotante.
  • A CADERNETA
    • O médico veterinário emite documentos que refletem os seguintes dados:
      • Dados do animal: nome, raça, sexo, número de identificação (microchip), etc.
      • Dados do proprietário/adotante: nome, morada, etc.
      • Tratamentos: vacinas, desparasitações e qualquer outra informação que o médico-veterinário considere relevante (alergias, tipo de alimentação, etc.).

É responsável pela saúde e proteção do seu animal de estimação, pelo que deve ter os documentos sempre atualizados e em ordem.

  • NUTRIÇÃO
    • Os gatos são animais predadores e, por isso, carnívoros. A escolha do alimento é muito importante para que o gatinho cresça forte e saudável.
    • Que tipo de alimento escolher?
      • Alimentos secos: o seu valor nutricional é muito elevado porque concentram os nutrientes. Além disso, os pedaços de ração atuam de forma muito semelhante à escovagem dos dentes, diminuindo a formação do tártaro.
      • Alimentos húmidos: contêm grande quantidade de água e costumam ser mais saborosos, mas não devem ser dados exclusivamente salvo indicação médica.

Os gatinhos comem muito depressa e muito frequentemente: podem fazer 10 a 16 refeições por dia, em pequenas quantidades. Deve-se controlar a quantidade diária de alimento recomendada pelo médico-veterinário.

  • HIGIENE
    • Corte de unhas: as unhas são as ferramentas mais importantes que os gatos têm, utilizam-nas para brincar, caçar, manipular objetos, etc. Para as manter bem cuidadas, convém cortar as unhas a cada 15-20 dias. Existem corta-unhas específicos para facilitar a manipulação. Além disso, convém que o gatinho esteja relaxado, pelo que se recomenda que se cortem as unhas depois de brincar, comer, etc. Não se deve cortar a matriz da unha, pois é onde se encontram os nervos e os vasos sanguíneos.
    • Limpeza dos olhos e ouvidos: é necessário examinar regularmente os olhos e os ouvidos do gatinho e ir ao médico-veterinário se houver algo anormal.
      • Os olhos: os olhos saudáveis têm um aspecto brilhante e sem sujidade nas comissuras. Para limpá-los, utiliza-se uma gaze humedecida e soro fisiológico e, com movimentos suaves, retiram-se as “remelas” e a sujidade acumuladas.
      • Os ouvidos: o ouvido do gato apresenta as seguintes características:
        • é de cor rosada.
        • pode ter pequenas quantidades de cera.
        • não tem um odor desagradável.

Os ouvidos devem ser limpos uma vez por semana com uma solução de limpeza e bolinhas de algodão ou gaze. Ao limpar os ouvidos, não deve utilizar cotonetes de algodão, pois pode provocar lesões nos ouvidos.

    • A escovagem: os gatos costumam tratar da sua própria higiene, mantendo-se limpos. Contudo, as escovagem contribuem para manter a sua saúde, pois pode aproveitar-se o movimento da escovagem para examinar problemas de pele e do pelo do gatinho (pulgas, pelo embaraçado, irritações de pele), evitando-se a formação de bolas de pelo que ele possa engolir. A pelagem escova-se com suavidade, tanto a correr do pelo como contra o pelo para eliminar pelos mortos. A frequência depende do comprimento do pelo:
      • Uma ou duas vezes por semana em gatos de pelo curto.
      • Diariamente em gatos de pelo comprido.
  • SAÚDE
    • As vacinas diminuem o risco de adquirir doenças muito perigosas. As principais vacinas para todos os gatos são:
      • contra a panleucopénia felina.
      • contra a herpesvirose (rinotraqueite) felina.
      • contra a calicivirose felina.
    • Existem outras vacinas que se administram segundo o risco de exposição do gato. Nesta situação, incluem-se as vacinas contra a leucemia felina, a raiva e clamidiose.
    • É uma das funções do médico-veterinário determinar quais são as vacinas mais adequadas para cada gato.
    • Quando se deve vacinar o gatinho? Se o gatinho tiver sido amamentado pela mãe, recebeu anticorpos através do colostro. Por isso, não é necessário iniciar a vacinação antes das 8 ou 9 semanas de vida. O plano vacinal habitualmente consiste em 2 a 4 vacinas administradas com um intervalo de 3 a 4 semanas entre cada uma delas.
    • É necessário vacinar? Mesmo que o gato não saia de casa, não está isento do perigo:
      • podemos introduzir agentes infecciosos em casa através do calçado, da roupa, e outros objetos.
      • o gatinho pode ser portador dos agentes das doenças que, perante uma redução das defesas, podem desencadear uma infeção.
    • Desparasitações: Os gatinhos devem estar protegidos contra parasitas internos e externos.
      • Parasitas internos: os helmintes (lombrigas) e protozoários vivem no aparelho digestivo dos animais e podem provocar doenças tanto ao gato como ao seu dono. A melhor prevenção contra os parasitas e as doenças que provocam é a desparasitação periódica, mesmo que o gato não saia de casa.
      • Parasitas externos: as pulgas, os mosquitos e as carraças alimentam-se do sangue dos animais de estimação e são responsáveis por diferentes doenças que afetam os gatinhos. Por este motivo, há que utilizar os produtos adequados recomendados pelo médico-veterinário, assim como ter muito cuidado com as medidas de higiene. Atualmente, já existem produtos que, numa única e fácil aplicação sobre o pelo, eliminam quer os parasitas externos quer os internos.
  • ESTERILIZAÇÃO
    • Elimina a marcação com urina pelos machos.
    • Elimina o cio da fêmea e, com isso, os miados insistentes e barulhentos.
    • Previne o aparecimento de tumores de mama e no útero.
    • Elimina o risco de transmissão de doenças infeciosas como a leucemia felina, a imunodeficiência felina, entre outras.
    • Aumenta a esperança de vida do animal.
    • Ajuda a controlar o crescimento da população felina.

Deve aconselhar-se com o médico-veterinário sobre o momento adequado para a realização da cirurgia (normalmente a partir dos 6 meses e com mais de 2kg, mas depende sempre de gato para gato e do seu estado de saúde), assim como sobre o regime alimentar que o gatinho deve seguir, para evitar que o seu peso aumente muito.

  • EDUCAÇÃO
    • Socialização: entre as 2 e as 8 semanas de vida, o gatinho começa a familiarizar-se e a interagir com as pessoas, animais de estimação e outros elementos do seu ambiente. Para que se torne um gato confiante e sociável, é muito importante que possa desfrutar de experiências e estímulos agradáveis (carícias, jogos) durante esta etapa. Este é também o momento de começar a tratá-lo (limpeza de olhos e ouvidos, escovagem, etc.), acostumá-lo a diferentes ruídos (televisão, aspirador, entre outros) e de começar os esquemas de educação. Os gatos bem socializados são felizes, amigáveis, previsíveis e capazes de lidar com o stress.
    • Educar o seu gatinho: os gatos são muito inteligentes e têm grande capacidade de aprendizagem. Nos primeiros tempos, é a brincar que o gatinho aprende a interagir com os diferentes membros da família. É importante recompensar os bons comportamentos com carícias, comida, brincadeira, pois estas reforçarão o vínculo entre o dono e o gato. Não se deve bater ou gritar com o gatinho, pois isto fomenta a agressividade e o medo. Em vez disso, pode ser corrigido com uma palmada forte no ar ou batendo com o pé no chão, de modo a distraí-lo e redirecioná-lo para um comportamento adequado.
  • EQUIPAMENTO
    • A cama: os gatinhos adoram sítios macios, quentinhos, e tranquilos, pelo que se deve colocar a sua cama num local fora da zona de passagem, onde bata o sol ou haja um aquecedor. Deve ser fofa e ter o tamanho adequado para que o gatinho possa espreguiçar-se e virar-se. À medida que o gatinho for crescendo, é necessário trocar de cama para que esta se adapte ao seu tamanho. Recomenda-se a escolha de uma cama facilmente lavável.
    • Os brinquedos: os gatos são muito ativos e, por isso, é importante que tenham à disposição brinquedos: canas, penas, bolas, ratos, etc. O importante é que sejam suficientemente grandes e fortes para que o gatinho não os possa engolir.
    • O arranhador: arranhar faz parte do comportamento natural dos gatos, que o devem fazer para afiar as unhas, marcar o território e/ou fazer exercício, libertar o stress. Por isso, um arranhador é um elemento básico para o gatinho, mantendo-o afastado de sofás, cortinas e outras superfícies. Deve ser alto ou largo o suficiente para que o gato se possa esticar a todo o seu comprimento. Além disso, deve ser estável e não se mover enquanto o gatinho estiver a arranhar.
    • A caixa da areia: os gatos são animais muito limpos, sendo, por conseguinte, as caixas da areia elementos imprescindíveis para eles. Devem ser suficientemente grandes para que o gato lá caiba completamente e devem ser colocadas em zonas tranquilas, que não sejam de passagem, longe do sítio onde está a comida. A areia deve absorver o líquido e odores. Por isso, é importante limpá-la diariamente e desinfetar frequentemente a caixa. Se a areia estiver suja, o gatinho pode fazer as suas necessidades fora da caixa.

 

Introduzir um Novo Gato numa Família com Outros Gatos

Separe os gatos. Na primeira semana, deverá manter o gatinho novo no “local seguro” e deixá-lo separado do outro gato ou gatos no resto da casa. Não transforme o quarto favorito do seu gato mais velho no local seguro, ou ele tentará entrar e ficará nervoso quando não conseguir.

  • Deixe que os gatos fiquem em ambientes separados. Eles deverão ser acostumados aos poucos com os cheiros, sons e presença dos outros.

Apresente os gatos aos cheiros dos outros. Deixe que eles se acostumem com o cheiro antes de realmente se conhecerem. Comece a penteá-los com a mesma escova, acaricie um gato e depois acaricie o outro ou apresente a caminha ou brinquedo favorito de um gato para o outro.

  • No começo, os gatos podem-se sentir ameaçados com o novo cheiro, mas eles acabam por se acostumar.
  • Pode até deixar a porta do local seguro um pouco aberta, para que os gatos comecem a cheirar-se pela abertura.

Deixe os gatos conhecerem-se. Coloque o novo gato na sua caixinha transportadora e deixe-o no “local seguro”. Lembre-se, se ele ainda não viu o resto da casa, ele ficará sobre-estimulado se tiver de conhecer o novo ambiente “e” um novo gato (ou gatos) em simultâneo.

  • Deixe os outros gatos entrarem no “local seguro” e veja o que acontece. Esteja preparado para rosnadelas e pelos em pé.
  • Os gatos mais velhos aproximar-se-ão do novo gato com curiosidade e irão cheirar-se e conhecer-se.
  • Se o novo gato ou os gatos mais velhos estiverem a agir com muita agressividade, termine o encontro. Não acelere o processo. Apenas separe os gatos e tente novamente no dia seguinte.

Deixe que os gatos passem mais tempo juntos. Comece a dar-lhes mais tempo para estarem juntos a cada dia, conforme o seu novo gato se acostuma com o resto da casa. Deve estar sempre por perto durante a interação, porque as coisas podem ficar complicadas. Cada dia, tenha certeza de que os gatos estão a começar a acostumar-se um com o outro e passam mais tempo juntos. Se as coisas parecerem piorar, leve o seu gatinho de volta ao “local seguro”. Aqui estão os passos de como fazer os seus gatos passarem mais tempo juntos:

  • Primeiro, alimente-os em partes opostas da casa. Sem pressa, comece a colocar a comida deles junta, até que eles se acostumem a estarem lado a lado.
  • Tenha caixas de areia separadas para os gatos. Certifique-se de que cada gato tenha a sua própria caixinha, pelo menos no começo. Conforme eles forem passando mais tempo juntos, conseguirá fazê-los partilharem uma caixinha.
  • Tenha certeza de que o tempo dos gatos juntos é um momento feliz. Quando os gatos estiverem juntos, deverá alimentá-los, dar pequenas recompensas, brincar com eles e dar-lhes muito amor e atenção. Eles deverão associar o tempo que passam juntos com coisas boas e atividades divertidas.

Perceba quando não estiver a resultar. Se está a tentar estas técnicas há mais de um mês e os seus gatos não estão a dar-se bem, então é hora de arrumar um novo lar para o gatinho. Se há muitas bufadelas, pelos eriçados, e miados agressivos e não consegue deixar os gatos sozinhos, então é hora de aceitar que estes dois colegas de quarto nunca se darão bem.

  • Embora isto seja muito dececionante, lembre-se de que é melhor do que morar numa casa com os animais “em pé de guerra” ou deixar dois gatos num ambiente violento.

 

Introduzir o novo Gato numa Família com um Cão

Se tem outros gatos, apresente-lhes primeiro o novo gatinho. Leve um animal à vez e deixe que o seu gato se habitue com os outros gatos antes de trazer o cão. O gatinho ouvirá o barulho do cão e saberá que há outro animal na casa, mas se você trouxer o cão primeiro, o gato ficará confuso.

Nota: Se tiver vários gatos, introduza o gatinho ao “líder” primeiro.

Separe o gato e o cão por, pelo menos, uma semana. Dê tempo ao gato para se habituar com o novo ambiente antes de ele conhecer o seu cão. Assim que ele estiver confortável no “local seguro”, será a hora de o seu gatinho e o seu cão se conhecerem.

Apresente o gatinho ao cão. Deixe o cão com uma coleira quando os dois se encontrarem, para diminuir as hipóteses do cão ficar agressivo e fazer com que o seu gatinho se sinta mais protegido. Deixe o gato aproximar-se do cão ao seu ritmo. Pode abrir o “local seguro” e deixar o gato aventurar-se pelo ambiente no qual o cão está.

  • Deixe que eles se cheirem e se rodeiem. Esteja preparado caso as coisas fiquem agressivas.

Deixe-os passar mais tempo juntos. Assim que eles ficarem mais confortáveis, pode tirar a coleira. Observe qualquer interação entre eles e não os deixe sozinhos. Tenha um cuidado extra quando for apresentar um cão grande a um gato bebé.

Avalie se eles se estão a dar bem ou não. Novamente, após um mês, saberá se os dois podem conviver no mesmo ambiente ou não. Eles não precisam de ser melhores amigos, mas têm de ser capazes de conviver sem serem agressivos o tempo todo.

  • Se eles não se derem bem, independentemente do que faça, está na hora de procurar um novo lar para o gatinho.

Saiba que se o novo gato for adulto ou jovem pode demorar ainda mais tempo a adaptar-se ao seu novo lar do que um gatinho bebé. Novo passo: esfregue uma toalha nas glândulas odoríferas do gato (na parte mais inchada da bochecha) e dê ao gato mais velho para cheirar e investigar. Faça também o oposto. É provável que os gatos apenas cheirem, mas não rosnem. Caso aconteça, proceda para o próximo passo – contato cara a cara. Se eles começarem a rosnar, continue com estes passos até que tudo melhore.

 

Dicas

  • A maioria dos gatos irá acalmar-se perante o novo elemento felino assim que eles virem que o novo gato não é uma ameaça ao stock da comida da casa. Certifique-se de que os seus gatos mais velhos sempre recebem a comida no horário e que eles nunca tenham de lutar com o novo gato pela comida. Isto pode facilitar a transição
  • Lembre-se de que a transição é difícil para o novo gato e para o gato mais velho. Dê muito amor e atenção ao seu gato mais velho também ou ele pode sentir-se negligenciado e ansioso.
  • Introduzir um gato bebé numa casa com um gato mais velho pode ser mais fácil, mas tenha em mente que o bebé é extremamente brincalhão e ele pode cansar um gato mais velho, que tenha pouca paciência.
  • Deixe o novo gato explorar a casa, mas não deixe que ele entre nos locais seguros onde os outros gatos gostam de ficar ou eles poderão sentir ciúmes.
  • Introduzir gatos de sexos opostos normalmente funciona melhor, já que as hipóteses de eles se darem bem são maiores.

 

Avisos

  • Certifique-se de levar qualquer novo animal ao veterinário antes de levá-lo para a sua casa. Peça ao seu veterinário exames de doenças que são transmissíveis entre os gatos.
  • Coloque os gatos em quartos separados se eles bufarem; se não o fizer, eles podem entrar em luta e podem-se magoar.
  • Mantenha os machos e as fêmeas esterilizados.

 

Baseado em:

– Livro informativo da Merial: “O primeiro ano do seu gatinho: Principais conselhos para o dono”

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